Ranking · Notícias

Ranking Newsweek 2027: os 33 hospitais brasileiros entre os melhores do mundo

O World's Best Specialized Hospitals 2027 saiu com 33 hospitais brasileiros, 11 a mais que na edição anterior. Veja a lista completa, quem lidera em cada especialidade e como ler o ranking com olhar crítico.

No dia 17 de setembro de 2026, a revista americana Newsweek, em parceria com a empresa de dados Statista, divulgou o World's Best Specialized Hospitals 2027, ranking que aponta os hospitais de referência mundial em 13 especialidades médicas. Ao todo, 684 hospitais de diferentes países entraram na lista, e o Brasil teve a sua maior participação até aqui: 33 instituições, contra 22 no ano anterior.

Neste guia, reunimos todos os hospitais brasileiros citados, as posições dos mais bem colocados em cada especialidade e o que a metodologia realmente mede. É a leitura que interessa a quem trabalha, estuda ou pretende fazer residência nessas instituições.

Resumo rápido

O ranking
World's Best Specialized Hospitals 2027, da Newsweek com a Statista, divulgado em 17/09/2026.
Especialidades
13 áreas, de cardiologia a urologia, cada uma com lista própria.
Brasil
33 hospitais (eram 22 na edição 2026), sendo 21 na cidade de São Paulo.
Destaque
Einstein lidera entre os brasileiros em 8 das 13 especialidades; melhor posição do país é o 8º lugar mundial em gastroenterologia.
Peso principal
Reputação entre profissionais de saúde responde por 83,5% da nota.

O que é o World's Best Specialized Hospitals 2027

O World's Best Specialized Hospitals é o ranking da Newsweek que avalia hospitais especialidade por especialidade, e não como instituição geral. A lógica é simples: um hospital pode ser referência mundial em oncologia e não ter o mesmo peso em ortopedia. Por isso, cada uma das 13 áreas tem uma lista independente, e um mesmo hospital pode aparecer em várias delas com posições bem diferentes.

O tamanho de cada lista também varia. A edição 2027 traz:

  • Top 300
    Cardiologia e oncologia.
  • Top 250
    Pediatria.
  • Top 175
    Gastroenterologia.
  • Top 150
    Cirurgia cardíaca, endocrinologia, neurologia, ortopedia e pneumologia.
  • Top 125
    Neurocirurgia, urologia e obstetrícia e ginecologia.
  • Top 100
    Nefrologia.

No cenário global, os Estados Unidos lideram 10 das 13 especialidades. A Alemanha fica em primeiro em neurologia e nefrologia, e o Canadá em pediatria. Em cirurgia cardíaca, por exemplo, o topo da lista é da Mayo Clinic, em Rochester, seguida pela Cleveland Clinic e pelo Massachusetts General Hospital.


Como a Newsweek monta o ranking: reputação, acreditação e PROMs

A nota de cada hospital, em cada especialidade, é a soma ponderada de três pilares avaliados pela Statista. Entender esse peso é essencial para ler o resultado sem superestimar ou subestimar uma posição.

  • Reputação (83,5%)
    Pesquisa online feita entre maio e junho de 2026 com profissionais e gestores de saúde das 13 áreas. Cada participante indica hospitais na sua especialidade principal e, opcionalmente, em uma secundária. É proibido indicar o próprio hospital ou empregador. Recomendações dos dois anos anteriores também entram, com peso menor, e a experiência profissional de quem responde é considerada.
  • Acreditação (10%)
    Acreditações hospitalares gerais e certificações específicas da especialidade, como programas pediátricos ou de lesão cerebral, verificadas diretamente nas bases das organizações acreditadoras.
  • Implementação de PROMs (6,5%)
    Pontuação para hospitais que coletam, auditam e usam medidas de resultado relatadas pelo paciente para melhorar o cuidado. Só recebe nota quem respondeu à pesquisa anual de PROMs da Newsweek e da Statista.

Com 83,5% do peso vindo de reputação, o ranking mede sobretudo como a comunidade médica internacional enxerga cada hospital. Desfecho clínico, mortalidade ajustada e volume cirúrgico não entram diretamente na conta.

Os dados refletem o período de 1º de julho de 2025 a 1º de julho de 2026. Eventos fora dessa janela, ou ligados a pessoas específicas das instituições, não foram considerados.


Brasil no ranking: 33 hospitais e um salto de 50%

O Brasil passou de 22 para 33 hospitais listados, um crescimento de 50% em relação à edição 2026. Os brasileiros aparecem nas 13 especialidades avaliadas, somando 94 presenças quando se contam todas as listas em que cada instituição figura.

  • Concentração em São Paulo
    A capital paulista reúne 21 dos 33 hospitais. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 7, e Porto Alegre tem 2. Belo Horizonte, Campinas e Curitiba contam com um representante cada.
  • Oncologia é a área com mais brasileiros
    São 13 hospitais do país na lista de oncologia, seguida por cardiologia (12) e pediatria (11).
  • Peso dos hospitais privados de ponta
    Segundo a Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), 20 dos 33 brasileiros são hospitais associados à entidade.
  • Presença do SUS e da academia
    Instituições públicas e universitárias também estão na lista, como o Hospital das Clínicas da FMUSP, o InCor, o Icesp, o Instituto Dante Pazzanese, o Hospital São Paulo da UNIFESP, o HC da Unicamp e o Hospital Municipal Infantil Menino Jesus.

Lista completa dos 33 hospitais brasileiros no ranking Newsweek 2027

Estes são todos os hospitais brasileiros que aparecem em pelo menos uma das 13 listas do World's Best Specialized Hospitals 2027, organizados por cidade e em ordem alfabética.

# Hospital Cidade
1 A.C. Camargo Cancer Center São Paulo (SP)
2 BP (Beneficência Portuguesa de São Paulo) São Paulo (SP)
3 Einstein Hospital Israelita São Paulo (SP)
4 GRAACC (Instituto de Oncologia Pediátrica, IOP) São Paulo (SP)
5 HCor (Hospital do Coração) São Paulo (SP)
6 Hospital Alemão Oswaldo Cruz São Paulo (SP)
7 Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP São Paulo (SP)
8 Hospital do Rim e Hipertensão São Paulo (SP)
9 Hospital e Maternidade Santa Joana São Paulo (SP)
10 Hospital e Maternidade Sepaco São Paulo (SP)
11 Hospital Infantil Sabará São Paulo (SP)
12 Hospital Municipal Infantil Menino Jesus São Paulo (SP)
13 Hospital Samaritano Higienópolis São Paulo (SP)
14 Hospital Santa Catarina Paulista São Paulo (SP)
15 Hospital São Luiz Itaim São Paulo (SP)
16 Hospital São Paulo (UNIFESP) São Paulo (SP)
17 Hospital Sírio-Libanês São Paulo (SP)
18 Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia São Paulo (SP)
19 Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) São Paulo (SP)
20 Instituto do Coração (InCor) São Paulo (SP)
21 Pro Matre Paulista São Paulo (SP)
22 Clínica São Vicente Rio de Janeiro (RJ)
23 Hospital Américas Rio de Janeiro (RJ)
24 Hospital Barra D'Or Rio de Janeiro (RJ)
25 Hospital Copa D'Or Rio de Janeiro (RJ)
26 Hospital Copa Star Rio de Janeiro (RJ)
27 Hospital Pró-Cardíaco Rio de Janeiro (RJ)
28 Hospital Quinta D'Or Rio de Janeiro (RJ)
29 Hospital Mãe de Deus Porto Alegre (RS)
30 Hospital Moinhos de Vento Porto Alegre (RS)
31 Mater Dei Hospital Santo Agostinho Belo Horizonte (MG)
32 Hospital de Clínicas da Unicamp Campinas (SP)
33 Hospital Pequeno Príncipe Curitiba (PR)

Chama atenção a presença de hospitais dedicados a um único público ou área, como maternidades (Santa Joana, Pro Matre Paulista), hospitais pediátricos (Sabará, Menino Jesus, Pequeno Príncipe, GRAACC) e institutos de cardiologia e oncologia. É exatamente o tipo de instituição que o formato por especialidade favorece, já que não precisa competir como hospital geral.


Hospitais brasileiros mais bem colocados por especialidade

O Einstein Hospital Israelita é o brasileiro mais bem colocado em 8 das 13 especialidades: cardiologia, endocrinologia, gastroenterologia, neurologia, neurocirurgia, obstetrícia e ginecologia, ortopedia e pneumologia. As outras cinco lideranças nacionais ficam com o Sírio-Libanês (oncologia e urologia), o InCor (cirurgia cardíaca), o A.C. Camargo (pediatria) e o Hospital do Rim e Hipertensão (nefrologia).

Especialidade Brasileiros 1º brasileiro 2º e 3º brasileiros
Cardiologia 12 Einstein (12º) InCor (14º)
Cirurgia cardíaca 8 InCor (22º) Einstein (34º)
Endocrinologia 6 Einstein (44º) Sírio-Libanês (62º), HC Unicamp (76º)
Gastroenterologia 8 Einstein (8º) Sírio-Libanês (28º), Alemão Oswaldo Cruz (40º)
Nefrologia 5 Hospital do Rim e Hipertensão (19º) Sírio-Libanês (23º), HC da FMUSP (26º)
Neurologia 7 Einstein (24º) HC da FMUSP (35º), Sírio-Libanês (36º)
Neurocirurgia 5 Einstein (13º) Sírio-Libanês (24º), Alemão Oswaldo Cruz (27º)
Obstetrícia e ginecologia 6 Einstein (20º) Sírio-Libanês (25º), Santa Joana (82º)
Oncologia 13 Sírio-Libanês (19º) Einstein (20º)
Ortopedia 4 Einstein (20º) Sírio-Libanês (61º), HC da FMUSP (66º)
Pediatria 11 A.C. Camargo (41º) Sírio-Libanês (44º), Einstein (55º)
Pneumologia 5 Einstein (33º) Alemão Oswaldo Cruz (56º), Sírio-Libanês (79º)
Urologia 4 Sírio-Libanês (12º) Einstein (38º), Alemão Oswaldo Cruz (102º)

Posições entre parênteses referem-se à colocação mundial na lista da especialidade.

  • Einstein: top 20 mundial em seis áreas
    Além do 8º lugar em gastroenterologia, a melhor posição brasileira em todo o ranking, o Einstein aparece em 12º em cardiologia, 13º em neurocirurgia e 20º em ortopedia, em obstetrícia e ginecologia e em oncologia.
  • Sírio-Libanês: 12º em urologia e 19º em oncologia
    É o hospital brasileiro com a presença mais constante entre os três primeiros do país, aparecendo nesse grupo em quase todas as especialidades.
  • InCor: referência pública em cardiologia
    O Instituto do Coração da FMUSP é o brasileiro mais bem posicionado em cirurgia cardíaca (22º no mundo) e o segundo do país em cardiologia (14º).
  • Especialistas que brilham na própria área
    O Hospital do Rim e Hipertensão, 19º em nefrologia, e o A.C. Camargo, 41º em pediatria, mostram como o formato por especialidade dá espaço a centros focados. Em oncologia, o Icesp aparece na 165ª posição.

Como interpretar o ranking (e o que ele não mede)

O ranking da Newsweek é um retrato de reputação especializada, não um atestado de qualidade assistencial comparável entre hospitais. Como médica, vale fazer algumas ressalvas antes de usar a lista como argumento definitivo.

  • Reputação favorece quem é conhecido
    Instituições com projeção internacional, produção científica visível e ex-residentes espalhados pelo mundo tendem a receber mais indicações. Um hospital regional excelente pode simplesmente não ser lembrado.
  • Participar da pesquisa de PROMs conta pontos
    Hospitais que não responderam à pesquisa anual não recebem nota nesse pilar. É pouco peso (6,5%), mas pode decidir posições próximas.
  • Desfechos não entram diretamente
    Taxas de mortalidade, complicações e volume de procedimentos não fazem parte do modelo. Para decisões clínicas, esses indicadores continuam sendo a referência.
  • Quem ficou de fora não é pior
    A própria Newsweek reforça que não questiona a qualidade dos hospitais não incluídos e recomenda usar o ranking junto com outras informações.

Leia a posição de um hospital como sinal de reconhecimento entre pares naquela especialidade, e não como garantia de que ele é a melhor opção para um paciente específico.


O que o ranking diz para médicos e residentes

Para quem está na formação, o ranking funciona como um mapa de onde estão os centros com maior reconhecimento em cada área. Vários dos hospitais listados mantêm programas de residência médica e são disputados justamente por essa exposição a casos complexos, pesquisa e rede de contatos.

Na prática, a lista por especialidade é mais útil do que a presença geral do hospital. Um candidato à cirurgia cardiovascular tem mais a ganhar olhando quem se destaca nessa lista, como InCor, Einstein e Dante Pazzanese, do que se guiando pelo nome mais famoso. O mesmo vale para pediatria, em que hospitais dedicados como Sabará, Menino Jesus, Pequeno Príncipe e GRAACC aparecem ao lado dos grandes hospitais gerais.

Também vale notar a força da academia pública: HC da FMUSP, InCor, Icesp, Hospital São Paulo da UNIFESP e HC da Unicamp estão entre os reconhecidos internacionalmente, o que reforça o peso dessas instituições na formação de especialistas no país.

Fontes

  1. Newsweek e Statista, World's Best Specialized Hospitals 2027 (listas por especialidade e metodologia)
  2. Newsweek e Statista, visão geral da metodologia 2027 (PDF)
  3. Estadão, lista dos 33 hospitais brasileiros por cidade
  4. Folhapress (via Santa Portal), posições dos brasileiros por especialidade
  5. Anahp, hospitais associados presentes no ranking

Perguntas frequentes

Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre o ranking Newsweek de melhores hospitais especializados 2027.

Quantos hospitais brasileiros estão no ranking Newsweek 2027? +
O World's Best Specialized Hospitals 2027 inclui 33 hospitais brasileiros, contra 22 na edição de 2026. Eles aparecem nas 13 especialidades avaliadas. A cidade de São Paulo concentra 21 deles, o Rio de Janeiro 7, Porto Alegre 2, e Belo Horizonte, Campinas e Curitiba 1 cada.
Qual é o melhor hospital do Brasil no ranking da Newsweek 2027? +
O ranking não tem classificação geral, só listas por especialidade. O Einstein Hospital Israelita é o brasileiro mais bem colocado em 8 das 13 especialidades e tem a melhor posição absoluta do país: 8º lugar mundial em gastroenterologia. O Hospital Sírio-Libanês lidera entre os brasileiros em oncologia e urologia, o InCor em cirurgia cardíaca, o A.C. Camargo Cancer Center em pediatria e o Hospital do Rim e Hipertensão em nefrologia.
Como a Newsweek escolhe os melhores hospitais especializados? +
A pontuação combina três pilares: reputação (83,5%), medida por pesquisa online com profissionais e gestores de saúde, que não podem indicar o próprio hospital; acreditações e certificações gerais e específicas da especialidade (10%); e implementação de PROMs, as medidas de resultado relatadas pelo paciente (6,5%). A análise é feita pela Statista e cobre o período de 1º de julho de 2025 a 1º de julho de 2026.
Qual a diferença entre o World's Best Specialized Hospitals e o World's Best Hospitals da Newsweek? +
São rankings diferentes. O World's Best Hospitals avalia hospitais de forma geral, país a país. O World's Best Specialized Hospitals avalia cada especialidade separadamente, então um mesmo hospital pode aparecer em várias listas com posições diferentes, e um hospital de referência em uma única área pode figurar sem ser um hospital geral.
O que são PROMs e por que contam no ranking? +
PROMs (Patient Reported Outcome Measures) são questionários padronizados e validados em que o próprio paciente avalia sua funcionalidade e qualidade de vida. No ranking, os hospitais recebem pontos por coletar, analisar e usar esses dados para melhorar o cuidado em cada especialidade. Só pontuam os hospitais que responderam à pesquisa anual da Newsweek e da Statista.
Estar fora do ranking significa que o hospital é ruim? +
Não. A própria Newsweek afirma que a qualidade dos hospitais não incluídos não é questionada e que o ranking não deve ser a única fonte para decisões. Como a reputação pesa 83,5%, instituições menos conhecidas internacionalmente tendem a ser sub-representadas, mesmo com bons resultados clínicos.

Explore os produtos bip

Jalecos e scrubs para profissionais da saúde que exigem funcionalidade e proteção no dia a dia clínico.


bip insights

Continue sua jornada

Conteúdo para médicos, dentistas, residentes e estudantes que exigem mais da carreira e do dia a dia.


Deixe seu comentário

Sua opinião é importante para a gente.

Outros Insights

conheça mais histórias inspiradoras da nossa comunidade

Por que anestesista não usa jaleco (e o que isso muda no scrub)

Diabetes no CID-10: E10, E11 e complicações

Rinite, sinusite e desvio de septo no CID-10

CID de pneumonia: J18.9 e quando especificar

CID de fibromialgia: M79.7 e diagnósticos próximos

Capítulo R: registrar sintomas sem diagnóstico

Chat Support

Support
Typically replies within an hour

Hi there 👋

How can I help you?
×