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Catarata no CID-10: H25, H26 e a indicação cirúrgica

A catarata senil tem categoria própria (H25), e as demais formas ficam em H26. Veja como escolher e o que a autorização de cirurgia pede.

A catarata senil é a categoria H25, e as outras formas, como a traumática, a congênita e a secundária, estão na H26. O H25.9 (catarata senil não especificada) é o código de partida quando o tipo da catarata do idoso não foi detalhado.

Como a cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais solicitados, o código e a documentação da consulta precisam sustentar a indicação. Veja as páginas do CID H25.9 e do CID H26 (outras cataratas) no Guia CID.

Resumo rápido

H25
Catarata senil: a forma mais comum, ligada ao envelhecimento.
H26
Outras cataratas: traumática, infantil, complicada, por drogas e secundária.
Lateralidade
O CID-10 não separa olho direito e esquerdo nessas categorias.

H25 × H26

Código Descrição Quando usar
H25.0 Catarata senil incipiente Opacificação inicial do cristalino no idoso
H25.1 Catarata senil nuclear Predomínio de esclerose nuclear
H25.9 Catarata senil não especificada Catarata do idoso sem tipo definido
H26.0 Catarata infantil, juvenil e pré-senil Catarata em faixas etárias mais jovens
H26.1 Catarata traumática Opacificação após trauma ocular
H26.2 Catarata complicada Catarata associada a outra doença ocular
H26.3 Catarata induzida por drogas Catarata atribuída a medicamento
H26.4 Catarata secundária Opacificação residual após cirurgia

A idade e a causa definem a categoria: catarata do envelhecimento é H25, e as demais causas ficam em H26. Uma catarata em paciente jovem, associada a uso prolongado de corticoide, por exemplo, é H26.3. Já a opacificação da cápsula posterior depois de uma cirurgia prévia corresponde à catarata secundária (H26.4).

Se o tipo não foi detalhado, o H25.9 é o registro correto para o idoso, e o H26.9 é o equivalente para outras formas sem tipo definido.


Catarata bilateral usa código duplo?

O CID-10 não tem códigos separados para olho direito e olho esquerdo nas categorias H25 e H26, e por isso o mesmo código serve para um ou para os dois olhos. Quem informa o olho é o texto do prontuário e o formulário de solicitação, e não o código.

  • registre no prontuário qual olho está acometido e o grau de cada um;
  • se os dois olhos têm catarata, um único código descreve o diagnóstico;
  • se os tipos forem diferentes em cada olho, descreva no texto e escolha o código que representa o quadro que motivou o atendimento;
  • no pedido de cirurgia, indique o olho a ser operado no campo próprio do formulário.

Repetir o código para os dois olhos não acrescenta informação e pode gerar dúvida no faturamento. O importante é que a lateralidade esteja clara em outro lugar do documento.


Papel do código na autorização

Na autorização de facectomia, o código sustenta o diagnóstico, e o que justifica a indicação é a documentação do impacto visual e do exame. O pedido do procedimento usa um código de procedimento, diferente do CID, e a operadora costuma pedir dados clínicos que variam de acordo com as suas regras.

Em geral, os documentos incluem a acuidade visual, o resultado do exame de fundo de olho, a descrição do cristalino e o relato de como a catarata limita as atividades do paciente. Confirme com a operadora a lista exata antes de enviar o pedido, para evitar retorno por falta de informação.


O que documentar

  • Acuidade visual
    Melhor acuidade corrigida em cada olho, com a data, e a queixa visual relatada pelo paciente.
  • Exame do cristalino
    Tipo de opacidade, grau e localização, descritos ao exame com lâmpada de fenda.
  • Impacto funcional
    Dificuldade para dirigir, ler, trabalhar ou se locomover, que sustenta a indicação.
  • Outras doenças oculares
    Glaucoma, retinopatia ou outra condição que influencie a indicação e o prognóstico.

Quando a catarata precisa ser reavaliada

A catarata evolui devagar, e o registro em cada consulta mostra se o quadro se aproxima do ponto de indicar a cirurgia. No acompanhamento, vale anotar:

  • a variação da acuidade visual entre as consultas;
  • a queixa de ofuscamento, dificuldade noturna e mudanças frequentes de grau dos óculos;
  • o progresso da opacidade ao exame do cristalino;
  • as atividades que o paciente deixou de fazer por causa da visão;
  • a presença de outra doença ocular que possa explicar parte da perda visual.

Quando a catarata é apenas um achado e a visão está preservada, o acompanhamento periódico basta, e o código pode ser o de catarata incipiente, se o tipo estiver definido. Quando a limitação funcional aumenta, o prontuário já terá os dados necessários para justificar o pedido de cirurgia, sem precisar reconstruir o histórico. Em pacientes com diabetes, a avaliação da retina faz parte do mesmo acompanhamento.

Para a equipe administrativa, o cuidado é conferir se o código do pedido corresponde ao diagnóstico descrito pelo oftalmologista, e se o olho a ser operado está claramente indicado.

Fontes

  1. OMS, CID-10 (versão 2019), classificação de referência com a descrição de cada código
  2. Conselho Brasileiro de Oftalmologia, informações e orientações de oftalmologia
  3. Guia CID, H25.9, descrição do código conferida na base do Guia CID

Perguntas frequentes

Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre CID de catarata.

Qual o CID de catarata? +
A catarata senil está na categoria H25, com o H25.9 quando o tipo não foi detalhado. As demais formas estão na categoria H26.
Qual o CID de catarata traumática? +
O H26.1 (catarata traumática).
Catarata nos dois olhos tem dois códigos? +
Não. O CID-10 não separa a lateralidade nessas categorias, e um código descreve o diagnóstico. O olho é informado no texto.
O CID é suficiente para autorizar a cirurgia? +
Não. A operadora pede dados clínicos, como a acuidade visual e o impacto funcional, e o pedido usa um código de procedimento.
Catarata secundária é a mesma coisa que catarata após a cirurgia? +
A catarata secundária (H26.4) descreve a opacificação residual depois de uma cirurgia prévia de catarata.

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