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Asma no CID-10: J45.9, J46 e crise asmática

Asma não especificada, asma alérgica e estado de mal asmático têm códigos diferentes. Veja quando cada um vale e quando revisar o registro.

A asma tem a categoria J45, com o J45.9 (asma não especificada) como código de partida e o J46 (estado de mal asmático) reservado à crise grave que não responde ao tratamento habitual. Entre os dois, o J45.0 descreve a asma predominantemente alérgica, e outros quartos dígitos cobrem formas específicas.

Como a asma é crônica e cheia de crises, o registro precisa acompanhar a evolução do paciente. Consulte as páginas do CID J45.9, do CID J46 (estado de mal asmático) e do CID J45.0 no Guia CID.

Resumo rápido

J45.9
Asma não especificada: código de partida quando o tipo não está definido.
J45.0
Asma predominantemente alérgica: quando o componente alérgico está documentado.
J46
Estado de mal asmático: crise grave, tratada como emergência.

J45.9 × J45.0

Código Descrição Quando usar
J45.0 Asma predominantemente alérgica Asma com componente alérgico documentado
J45.1 Asma não alérgica Asma sem componente alérgico
J45.8 Asma mista Asma com características alérgicas e não alérgicas
J45.9 Asma não especificada Diagnóstico de asma sem definição do tipo

O J45.9 é o código correto quando o tipo de asma não foi definido, e o J45.0 exige que o componente alérgico esteja documentado. Uma rinite alérgica associada e uma sensibilização documentada em exame sustentam o J45.0. Sem esses dados, o J45.9 continua sendo o registro adequado.

Se o tipo da asma foi definido em consultas anteriores, atualize o registro. Manter o J45.9 por inércia deixa o prontuário menos informativo.


J46 é emergência

O J46 (estado de mal asmático) descreve a crise grave que não responde ao tratamento inicial e exige manejo de emergência. Ele não é sinônimo de qualquer crise intensa, e o uso deve estar sustentado pela gravidade documentada e pela resposta inadequada às medidas iniciais.

  • registre a gravidade da crise, com sinais vitais, saturação e sinais de esforço respiratório;
  • anote o tratamento realizado e a resposta a ele;
  • documente a necessidade de observação prolongada ou internação;
  • quando a crise é controlada com o tratamento habitual, o registro segue a categoria de asma comum.

Depois da estabilização, o código de asma crônica volta a ser o registro do acompanhamento. O J46 descreve o episódio, e não o diagnóstico de base do paciente.


Asma × DPOC

Asma e DPOC causam sintomas parecidos, como tosse, chiado e falta de ar, mas têm categorias diferentes e não devem ser registradas como se fossem a mesma condição. A asma usa a categoria J45, com o J45.9 como código mais comum, e a DPOC usa a categoria J44. O diagnóstico depende do histórico, da exposição e da espirometria.

Alguns pacientes têm características de ambas, e o registro deve refletir o diagnóstico que o médico estabeleceu. Não use um código só para simplificar o registro.


Quando revisar o código

  • Após definir o tipo
    Se o componente alérgico foi confirmado, migre do J45.9 para o J45.0 ou para o tipo correspondente.
  • Depois de uma crise grave
    Registre o episódio de emergência com o código adequado e volte ao código de acompanhamento.
  • Quando o diagnóstico mudar
    Se a avaliação apontar para DPOC ou outra causa, ajuste o registro.
  • Nas consultas de rotina
    Confira se o código reflete o quadro atual e se as informações de controle da doença estão anotadas.

Que dados de controle registrar na asma

O código diz o que o paciente tem, mas o controle da doença aparece no texto do prontuário. Em consultas de acompanhamento, vale anotar:

  • Frequência dos sintomas
    Sintomas diurnos e noturnos e limitação de atividades desde a última consulta.
  • Uso de resgate
    Quantas vezes o paciente precisou da medicação de alívio no período.
  • Crises e atendimentos
    Idas ao pronto-socorro, internações e uso de corticoide sistêmico.
  • Técnica inalatória
    Se o paciente usa o dispositivo corretamente e se mantém a adesão ao tratamento.

Esses dados sustentam a decisão de ajuste do tratamento e permitem justificar, quando necessário, mudanças de código e de conduta. Também ajudam a diferenciar uma asma mal controlada de outra doença respiratória.

Para equipes de faturamento, a orientação prática é conferir se o código do atendimento corresponde ao que o médico descreveu, sem escolher o mais genérico por conveniência. Uma dúvida entre J45.9 e J45.0, por exemplo, se resolve com uma pergunta ao médico e com a leitura da descrição do código no Guia CID.

Fontes

  1. OMS, CID-10 (versão 2019), classificação de referência com a descrição de cada código
  2. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, diretrizes de manejo da asma e de outras doenças respiratórias
  3. Guia CID, J45.9, descrição do código conferida na base do Guia CID

Perguntas frequentes

Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre CID de asma.

Qual o CID de asma? +
A categoria é a J45. O J45.9 (asma não especificada) é o mais usado quando o tipo não foi definido.
Qual o CID de asma alérgica? +
O J45.0 (asma predominantemente alérgica), quando o componente alérgico está documentado.
O que é J46? +
É o estado de mal asmático, a crise grave que não responde ao tratamento inicial e é tratada como emergência.
Toda crise de asma é J46? +
Não. Crises que respondem ao tratamento habitual seguem o registro de asma comum. O J46 é reservado à crise grave.
Asma e DPOC têm o mesmo código? +
Não. A asma é da categoria J45, e a DPOC, da categoria J44.

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